Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 14/06/2022

Na série de televisão “Gilmore Girls”, é retratado o quanto a gravidez na adolescência pode trazer frustrações para a vida adulta e refleti-las em seus filhos. Traçando um paralelo com a realidade brasileira, é notória a semelhança, já que muitas adolescentes se veem perdidas em meio às circunstâncias. E isso ocorre por conta da falta de informação sobre o uso de contraceptivos e pelo desamparo emocional aos jovens. Logo, urge a reversibilidade do cenário em questão.

Em primeira análise, é evidente o quanto os métodos contraceptivos ainda são tratados como tabus, pois muitos dos pais não oferecem a devida informação sobre o assunto por acharem que deve ser uma tarefa da escola e/ou serviços de saúde. De acordo com o G1, cerca de 18% dos jovens da população periférica desconhecem os motivos e consequências para usar os métodos ou não, devido a instrução incorreta. Ao analisarmos o panorama, nota-se que a falta de compreensão sobre o assunto, o que acaba afetando principalmente a situação de baixas camadas sociais.

Ademais, a adolescência é um período de manifestações emocionais e transformações, por isso é necessário que haja um apoio emocional mediante às mudanças. Cada vez mais cedo os jovens iniciam suas atividades sexuais e por diversos fatores, como por exemplo: a falta de uma estrutura familiar e apoio emocional, pressão do parceiro e etc, tudo isso foi relatado por jovens de diversas classes sociais, em uma pesquisa levantada pela UFMG. Desta forma, um jovem ao se sentir desamparado, é induzido a buscar apoio em outros tipos de coisa, como por exemplo um parceiro, ou até mesmo drogas ilícitas.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação associado ao Ministério da Saúde, adicione aulas de educação sexual a jovens, e disponibilize consultas com psicólogos, por meio de investimentos em profissionais devidamente capacitados, e campanhas de conscientização explicando sobre a não dispensa de métodos contraceptivos e oferecendo o devido apoio emocional necessário, visando por fim diminuir a ocorrência de casos de gravidez precoce, e ajudar jovens com transtornos. Dessa maneira, com essas medidas o Brasil superará seu passado de gravidez na adolescência.