Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 13/06/2022
De acordo com o filósofo brasileiro Paulo Freire, a educação é transmitida reciprocamente pelo mundo, “ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho”, demonstrando que em nossa sociedade a evolução ocorre em conjunto e não isoladamente. Porém, na sociedade contemporânea se mostra o oposto ao que Freire prega, uma vez que a gravidez na adolescência vêm crescendo de forma rápida, por conta da desinformação e a falta de educação sexual no âmbito escolar e familiar.
Precipuamente, a criação de tabus e a caracterização do sexo como um escrúpulo, torna a condução da temática um entrave, resultando na desinformação sexual presente em nossa sociedade. Além de não existir disciplinas, nas escolas, voltadas à educação sexual existe a ignorância por parte da família em transmitir os conhecimentos acerca do assunto, pois acreditam que instruir o adolecente o levará a iniciar a prática de uma vida sexual ativa.
Segundamente, é notável que a incidência da gravidez na adolescência vêm aumentando, principalmente na faixa etária dos 15 e 16 anos. De acordo com relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior índice de gestação latino-americana, além de ressaltar na mesma pesquisa que a gestação precoce é uma das maiores causas da morte de adolescentes no mundo. Torna-se assim, alarmante casos de gravidez na adolescência, demonstrando a necessidade de maior intervenção da saúde pública tanto quanto das escolas e responsáveis pelo adolecentes.
Concluindo, é necessário a criação de medidas estratégicas para modificar esse alarmante cenário. Junto com o Ministério da Educação e Cultura, escolas particulares e públicas precisam promover medidas, como a disseminação de orientações sobre a gravidez e ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), além da adição à grade curricular de aulas sobre a educação sexual, buscando desconstruir o “tabu” que envolve este assunto.