Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 14/06/2022
Na série ´´Sex Education``, da Netflix, é retratado em uma de suas tramas a personagem Maeve, uma adolescente que engravida aos 16 anos. Fora da ficção essa é uma realidade recorrente na vida de muitas jovens brasileiras, principalmente causada pela falta de diálogo familiar, pela falta de educação sexual nas escolas e pela despreocupação estatal em orientar jovens de regiões mais pobres. Agravando assim a falta do uso de meios contraceptivos, tornando necessário mudanças para resolver a questão da gravidez na adolescência.
Em primeira análise deve-se ressaltar que a ausência de diálogo no ambiente familiar e escolar são os problemas primordiais da gravidez precoce. Segundo Nelson Mandela , ’’ A educação é a maior arma para mudar o mundo’’. Porém é evidente que a educação sexual não é debatida na vida de muitos jovens brasileiros, seja nas escolas ou por pais e responsáveis, levando ao agravamento do problema e junto dele outros problemas como o abandono escolar, morte de jovens, uma vida financeira instável, doenças sexualmente transmissíveis e outros.
Outrossim, a despreocupação estatal com as regiões de difícil acesso à informação também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com dados do IBGE, as maiores taxas de gravidez na adolescência ocorrem entre jovens de 10 a 19 anos mais pobres e com menor escolaridade. Nesse sentido, a falta da distribuição de meios contraceptivos em regiões pobres e a falta de avanços na educação faz ser percebido que a desigualdade social aumenta o risco de gravidez na adolescência.
Por certo, é notório a necessidade da quebra do tabu em conversar sobre sexo com os adolescentes. Também é mister que o Estado, paralelamente com o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde implantem nas escolas palestras mensais com a temática educativa sexual, juntamente com propagandas televisionadas que estimulem os pais a participarem e orientarem seus filhos. Somente assim poderá se consolidar um Brasil menos propenso a casos de gravidez na adolescência.