Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 14/06/2022
Na novela brasileira, “Malhação-Viva a diferença”, a adolescente Keyla enfrenta as dificuldades psicológicas e sociais da gravidez na adolescência. Esse é apenas mais um caso da arte imitando a vida, pois fora da ficção essa é a realidade de milhares de adolescentes pelo Brasil que sofrem com a gestação precoce, em sua grande maioria por falta de informação.
O impacto causado na vida das adolescentes que engravidam na adolescência são enormes e geram sequelas para toda a vida, milhares de jovens abandonam os seus estudos e são obrigadas a iniciarem a vida adulta dependendo financeiramente de seus familiares, parceiros ou recorrendo a empregos com baixa remuneração. A evasão escolar por conta da gravidez é uma realidade cruel na vida dessas jovens, e ela acontece por diversos fatores como por exemplo, a vergonha, pressão social ou falta de apoio emocional.
A falta de informação sobre educação sexual e meios para prevenir a gravidez na adolescência são os principais causadores do problema. Segundo pesquisas realizadas pela Unifesp, 86% dos jovens alegaram não terem recebido informações sobre sexo na escola, e esses números ficam ainda mais assustadores se perguntarmos a esses jovens quantas informações sobre sexo eles receberam dentro de suas casas.
Diante disso, é de extrema importância que o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - CONANDA juntamente com as escolas tomem as medidas cabíveis para reverter essa situação, desenvolvendo palestras e aulas sobre educação sexual, métodos contraceptivos e sobre o uso de proteção durante o sexo para evitar não somente a gravidez indesejada como evitar também o contágio de doenças sexualmente transmissíveis.