Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 28/06/2022
De acordo com o filme intitulado “Juno”, uma jovem de 16 anos acaba por engravidar de seu melhor amigo e passa a enfrentar dificuldades sociais e psicológicas. Hodiernamente, esse se tornou um assunto que não está mais limitado apenas aos filmes que assistimos, na realidade, passou a ser muito recorrente. Encontramo-nos numa sociedade em que a falta de estudos sobre o assunto acarretou na eclosão de casos pelo Brasil todo.
Diante desse cenário, podemos pontuar, primeiramente, o impacto educacional que a maternidade causa na vida de uma estudante. Em pesquisas feitas pelo Unicef, entre 33% de meninas que pararam de estudar, 26% é por motivo de gravidez, já de acordo com outro dado, dessa vez pela Fundação Abrinq, mostrou que quase 30% das mães adolescentes, com até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental, ou seja, estudaram menos de sete anos. Assim, o jovem se vê obrigado à iniciar a vida adulta num âmbito social, sem qualquer qualificação profissional, dependo assim de terceiros.
Somado a isso, temos a falta de diálogo sobre o assunto. As opiniões tendem a divergir, porém, a maioria persiste em discordar e dizer que a Educação Sexual é desnecessária e pode corromper a inocência da criança. Mas, pelo contrário, os números crescentes de abuso de vulnerável mostram a necessidade de informar crianças, jovens e adolescentes, sem tabus e preconceitos, sobre sexo para combater a violência sexual. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar , 27% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental já tiveram relação sexual, em contrapartida, em estudos conduzidos pela Unifesp, apenas 14% de jovens relataram ter recebido informação sobre sexo na escola. Essa desproporcionalidade afeta, de forma clara, quando analisamos a quantidade de adolescentes que passaram por uma gravidez indesejada.
Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde em ação conjunta com os postos de saúde municipais: educar a população sobre sexualidade e distribuir métodos contraceptivos com a intenção de reduzir de forma efetiva os casos. Ainda, cabe ao Governo Federal investir em propagandas televisivas que estimulem o diálogo entre pais e filhos, para assim quebrar com o tabu existente sobre a sexualidade.