Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 29/06/2022

A falta de diálogo e informação na família, o ensino inadequado nas escolas, as políticas públicas inadequadas contra a comercialização e o fácil acesso ao sexo levam à perpetuação do ciclo de gravidez muito cedo, doença, mortalidade infantil e pobreza. Apesar dos casos terem diminuidos, os números da gravidez na adolescência continuam preocupantes e exigem mudança cultural na sexualidade e no acesso à informação.

Segundo a lógica de Weber, as instituições sociais exercem poder ideológico sobre indivíduos e sociedades, e no Brasil, controlado e formado sob a lógica cristã e conservadora, as pessoas não recebem educação sexual em diálogo com a realidade, e a educação doméstica ultrapassada não fornece essa falha. As consequências dos tabus sexuais são inúmeras, como a gravidez na adolescência e o consequente ciclo contínuo de pobreza, pois torna mais difícil para as jovens continuar seus estudos, afetando seu acesso ao mercado de trabalho e sua autonomia.

Os números do Ministério da Saúde mostram uma maior incidência de casos na zona rural e no entorno, proporcional à falta de escolaridade e às chances de gravidez precoce, levando a uma discussão muito elitista sobre o acesso à informação no Brasil. Os jovens carecem de informações sobre prevenção e o possível impacto da gravidez indesejada. Diante disso, é necessário que a Aliança atue por meio do Ministério da Educação para desenvolver caminhos educacionais que envolvam o diálogo do mundo real com crianças e adolescentes que levem a sexualidade para além da área puramente biológico, destacando a importância da mídia na educação. Divulgar informações, notícias e entretenimentos relacionados ao sexo, chegar aos pais sem tabu, quebrar as percepções conservadoras da família sobre o assunto, com o objetivo de informar e romper os padrões ruins que levam a números preocupantes de gestações.