Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 05/07/2022

Francis Bacon, no século XX, criou o método indutivo, o qual parte de um recorte de observações para induzir uma resposta. Diante desse cenário, no Brasil, a gravidez na adolescência e as poucas alternativas para a redução desse cenário se configuram como uma problemática que precisa ser analisada para alcançar uma solução, haja vista que as muitas jovens perdem fases importantes da sua vida: o ensino de base e a infância. Com efeito, é imprescindível enunciar os aspectos socioculturais e sociopolíticos como pilares fundamentais da chaga.

À luz dessa perspectiva, a questão cultural precisa ser aprofundada. Segundo Émile Durkheim, os fatos sociais devem ser solucionados de maneira crítica. Entretanto, essa teoria é ignorada no Estado brasiliano, tendo em vista que a autêntica base do obstáculo envolvendo a gravidez na adolescência está centrada na ausência de deliberação no ensino escolar e familiar. Essa falta de discussão, de certa forma, intensifica o viés, já que a adolescente cresce sem saber dos riscos da fetação, como o prejuízo à saúde do bebê e a de si própria. Assim, a mudança na mentalidade individual é essencial no combate ao impasse.

Além disso, há falhas nas esferas de poder.  O jornalista Gilberto Dimenstein, no livro “O cidadão de papel”, sustentou que a legitimação de uma federação democrática exige a garantida de direitos intransigentes.  Porém, a atuação estatal perante as medidas para o combate da gravidez precoce contrasta a concepção do pensador, uma vez que o governo não investe em políticas públicas que informem adequadamente toda a população acerca de tal ato prematuro, especialmente a mais carente.  Com isso, repete-se o círculo de mãe e filho que sobrem cruelmente com a gestação em questão. Destarte, com o fito de dirimir o revés, as autoridades competentes precisam intervir.