Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 16/10/2023
De acordo com o filme “Juno”, uma jovem de 16 anos engravida e sem condições para criar seu filho o doa para um casal. De maneira análoga, é evidente que situações como essas são comuns no Brasil e são necessárias ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Nesse sentido, a falta de educação sexual nas escolas e a negligência estatal agravam essa situação.
Nessa perspectiva, é válido destacar que a pouca abordagem do tema nas escolas colabora com esse cenário. Segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode utilizar para mudar o mundo”. Certamente, esse tema é um tabu no Brasil, porém é evidente que sem uma educação sexual nas escolas os jovens cometem muitos erros que podem prejudicar suas vidas, como o contágio com doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce. Logo, é necessário o debate nas escolas sobre formas de prevenção e cuidados em relação ao sexo.
Além disso, a pouca atuação do governo contribui com essa problemática. Conforme Aristóteles, “a política deve ser articulada a fim de se alcançar um equilíbrio social”. Entretanto, o atual Estado brasileiro tem deixado esse tema de lado, devido ao crescimento de políticas conservadoras e atrasadas que buscam manter padrões patriarcais da sociedade brasileira, como a diminuição de políticas sociais e a proibição da educação sexual nas escolas. Em suma, é necessário deixar os extremos políticos de lado e buscar resolver problemas sociais do Brasil.
Portanto, ao analisar a pouca discussão sobre educação sexual nas escolas e a negligência governamental, pode-se perceber que elas dificultam a erradicação do problema. Em virtude disso, o Ministério da Educação junto com as escolas deve reformular o Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e introduzir aulas sobre educação sexual em matérias como Biologia e Sociologia, através de um projeto de lei que deve ser votado na Câmara Legislativa, a fim de educar os jovens sobre a importância dos preservativos e a quebrar tabus sobre esse tema. Dessa forma, o país poderia superar o problema e casos como do filme “Juno” ficarão apenas na ficcção.