Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 19/01/2024

Na série de livros “Slammed”, da escritora Colleen Hoover, acompanhamos a história de personagens que precisam tornar-se pais muito cedo, especialmente Eddie, que engravida aos 19 anos de idade. Assim como na famosa série, a gravidez na adolescência é um problema no Brasil, que apresenta índices 50% maiores desse fenômeno do que a média mundial, de acordo com dados públicados pelo governo.

A gravidez precoce trás riscos tanto para a vida da mãe quanto para a sobrevivência do bebê, pois quanto mais jovem a menina, menos seu corpo vai estar preparado para levar a cabo uma gestação saudável. E, além dos riscos à saúde, tornar-se mãe na adolescência é algo que faz com que essas meninas tenham que amadurecer muito cedo, não conseguindo, muitas vezes, ter uma adolescência normal: muitas nem ao menos chegam a terminar a escola.

Ainda que esse seja um fenômeno conhecido, o Brasil segue tendo taxas altíssimas de gravidez precoce. Isso ocorre, em grande parte, por falta de conhecimento da população. Muitos jovens não entendem a importância do uso de camisinha, e, para muitas meninas é normal ter filhos jovens, por terem crescido em ambientes em que isso é “comúm”.

Portanto, para diminuir os casos de gravidez precoce no país, é preciso que o governo faça grandes investimentos, por meio dos Ministérios da Educação, da Saúde e das Comunicações, para introduzir a educação sexual nas escolas e vincular campanhas para a conscientização da população como um todo a respeito da importância do sexo seguro e do planejamento familiar. Afinal, como disse William Arthur Lewis, economista ganhador do prêmio Nobel, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.”