Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 12/06/2024
A série “Shameless” retrata o cotidiano dos irmãos Gallagher, uma família que vive em um bairro pobre de Chicago e enfrenta diversos desafios diariamente. Por exemplo, Debbie, uma das irmãs, engravida aos 16 anos e precisa criar a filha sozinha, comprometendo seu dia a dia e seus planos. Fora da ficção, esse cenário é plausível na realidade do Brasil, onde a gravidez precoce é recorrente. Nesse sentido, a falta de acesso a métodos contraceptivos e o tabu em relação à educação sexual nas escolas são desafios no combate da gravidez na adolescência.
Sob essa ótica, um fator relevante nessa luta é o difícil acesso a métodos contraceptivos. Isso porque, muitas pessoas não tem condições de pagar algum tipo de proteção ou não conhecem postos de distribuição gratuita de preservativos. Assim, essa realidade tem se tornado cada vez mais comum, uma vez que, em 2019, cerca de 163 milhões de mulheres não tinham acesso a anticoncepcionais, segundo uma reportagem da CNN. Dessa forma, é necessário que alguma medida seja tomada para que o problema seja evitado.
Ademais, a luta contra a educação sexual nas escolas é um obstáculo para a solução da pauta. Isso se deve principalmente pela desinformação espalhada sobre o tema, que banaliza a importância desse tipo de iniciativa. Para ilustrar, nota-se o filme “Juno” que retrata a jornada de uma adolescente que engravida acidentalmente, além de explorar temas como o estigma em torno da educação sexual e gravidez na adolescência. Apesar de ficcional, a obra retrata a realidade de muitos brasileiros, visto que a falta de educação sexual é uma das principais causas de gravidez precoce, segundo um artigo publicado pela UFMG. Sendo assim, é importante que haja mudanças para que mais jovens tenham acesso à informação.
Portanto, para combater o problema cabe ao Ministério da educação e ao Ministério de Infraestrutura investir em campanhas para conscientizar os jovens sobre os riscos da gravidez precoce, visando diminuir os casos entre adolescentes. Além disso, é essencial providenciar mais programas de distribuição gratuita de preservativos, para garantir que todos tenham um fácil acesso. As campanhas podem ser realizadas por meio de programas sociais em colégios e comunidades.