Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 10/06/2024
Na série “Sex education” é apresentado um diálogo importantíssimo sobre gravidez na adolescência, após uma das personagens principais, Mavie, desconfiar de uma possível gravidez. Fora da realidade cinematográfica, na sociedade brasileira atual a problemática não se faz diferente, principalmente pela desigualdade social e omissão midiática.
Em primeiro plano, a desigualdade social é um dos principais agravantes da gravidez precoce. Nesse sentido, a emissora de televisão rede Globo fez um ótimo trabalho ao retratar da gravidez na adolescência em uma de suas novelas de maior sucesso dentre o público juvenil: malhação, viva a diferença. A trama mostra Keila, uma jovem muito humilde tendo que dar a luz no metrô. Em um contexto real, pesquisas feitas pelo IBGE retratam um preocupante quadro de crescimento de mais de 23% de casos de gravidez precoce no Brasil, desde 2010. Portanto, não é razoável que a problemática siga recorrente no país.
Outrossim, a omissão midiática agrava os casos de gestação precoce. Nesse sentido, Gil Nunes diz que “A mídia terá poder sobre você se você deixar se manipular por ela” e, isso se prova quando nota-se que há pouquíssimas matérias sobre o empecilho da gravidez na adolescência, o que influencia os jovens a achar que não é algo grave quando na grande realidade, é o contrário. Logo, é indecente que em um país que almeja chegar no desenvolvimento, como o Brasil, a problemática se faça presente.
Em suma, é notória a necessidade de intervenção imediata ao problema. Por isso o ministerio da criança é do adolescente- órgão do governo voltado para o cuidado juvenil - propague, através de palestras em escolas e publicadas nas mídias, o grave problema que é a gravidez na adolescência, principalmente para os jovens de classe de renda mais baixa, a fim de que os casos de empecilho diminuam. Desse modo jovens como Mavie seriam poupados de tanto estresse.