Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 12/06/2024

Na obra “Jogo de Espelhos”, do autor e antropólogo Everaldo Rocha declara que a empatia da nação se limita a um sentimento teórico; quase nunca se torna uma possibilidade prática. A crítica do autor é conveniente ao quadro social de ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Nesse viés, a falta de abordagem do tema em conjunto com a desigualdade social da população acarretam na evolução do problema.

De início, deve ser pontuada como a escassez de uma abordagem eficaz sobre a gravidez precoce impacta diretamente no aumento dos casos, seja essa abordagem tanto em casa quanto nas escolas, explicando de fato os cuidados que deve-se ter em relação a essa conjuntura e as consequências que engravidar trazem na vida dessa jovem. De acordo com o site da Unimed, “o diálogo entre mães, pais e responsáveis com os adolescentes é imprescindível. As conversas devem acontecer a partir de orientações para que eles saibam agir com sensatez e responsabilidade”. Assim, o apoio familiar é fundamental para o desenvolvimento positivo dessas jovens.

Ademais, é fulcral saber como a desigualdade social pode afetar essas vítimas. Em uma entrevista ao G1, a professora e doutora Lindamar Alves Faermann aponta, “a gravidez na adolescência atinge em maior expressão a população de baixa renda pelas condições impróprias de vida (…), além do acesso limitado ou não acesso a serviços e recursos de saúde e educação”. Pois com filhos, dificilmente elas conseguirão conciliar os estudos, mercado de trabalho e independência financeira. Desse modo, sem educação abrangente, não são formados cidadãos com conhecimento e compreensão necessárias para enfrentar essa problemática.

Sendo assim, o Ministério da Educação, deve incentivar as escolas a debaterem sobre a gravidez na adolescência, quais são suas causas e como combatê-las, por meio de campanhas que abrangessem principalmente o público jovem, a fim de manter essa população informada sobre a tomada de decisões de forma correta e prudente. E conforme evidenciado por Djamila Ribeiro, “é importante ter em mente que para pensar soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade”.