Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/06/2024

A maternidade precoce é uma problemática que envolve causas e consequências cíclicas na sociedade. Segundo o Ministério da saúde, uma em cada cinco mulheres será mãe antes de terminar a adolescência, esse cenário é motivado pela falta de informação e acesso à métodos contraceptivos enquanto também é incumbido pela evasão escolar e a perda de oportunidades das jovens.

A etiologia da gravidez na adolescência se mostra estrutural, uma vez que os tabus religiosos, sociais e culturais sempre presentes quanto à sexualidade impedem a sua discussão favorecendo a falta de informação, também ligada com déficits no sistema educacional, outra vez que a vulnerabilidade social das jovens gestantes é ocasionada, por exemplo, pelo grau de escolaridade, baixa renda, desestruturação familiar e históricos passados de gravidez precoce no meio familiar.

Em paralelo, dentre as consequências da maternidade na vida das adolescentes estão a evasão escolar, a perda de oportunidades e os danos à saúde física e psicológica das jovens, tendo em vista a falta de estrutura e condições para sustentar uma vida desde da formação biológica até a criação de um ser vivo, e com a responsabilidade de uma vida em mãos a ocorrência da evasão escolar e consequentemente exclusão no mercado de trabalho se faz uma realidade.

Diante do exposto, medidas governamentais preventivas para o enfrentamento da problemática é a melhoria do sistema educacional e adesão da educação e orientação sexual nas escolas, por meio de novas matérias e campanhas de conscientização realizadas pelo Ministério da saúde. Enquanto para a assistência às gestantes precoces, são necessárias redes de apoio nas escolas e contribuição financeira do governo por meio do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).