Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/06/2024

No desenho japonês “Oshi no ko”, é mostrada uma garota de 16 anos, chamada Ai Hoshino, atuando como uma “idol”, mas que acaba engravidando e sofrendo com preconceitos e dinheiro. Nesse contexto, observa-se que a série ilustra a realidade de inúmeros adolescentes que engravidam no Brasil e, assim como Ai, martirizam-se por conta disso. Ou seja, a gravidez precoce é um problema que precisa ser solucionado através, principalmente, da orientação sexual e da facilitação do acesso aos métodos contraceptivos,ambos promovidos pelo governo.

Em primeira análise, a orientação sexual é essencial para a conscientização do jovem acerca da vida sexual. Nesse sentido, Antônio Braga Neto, do Ministério da Saúde, afirma que a abordagem da sexualidade responsável, por meio da família, constitui a melhor estratégia para prevenir a gestação enquanto jovem. Ademais, programas bem-sucedidos como a Caderneta de Saúde do Adolescente, contendo informações para promover o autocuidado, é uma maneira do governo ajudar os pais na conscientização dos filhos. Desse modo, a educação sexual, através da família e do governo, contribuí para uma tomada sábia de decisões por jovens.

Em segunda análise, o acesso facilitado à anticonceptivos contribuí de forma significativa para a redução da gravidez precoce de adolescentes. Nessa perspectiva, estudos da OMS indicam que garantir o fácil acesso aos métodos contraceptivos, como camisinha, é uma estratégia eficaz para prevenir a gravidez na adolescência. Dessa forma, distribuir gratuitamente tais recursos pelo SUS e assegurar que esses serviços de saúde sejam acessíveis para todos, por meio de parceiras com a iniciativa privada, se mostram ações muito eficazes. Assim, nota-se que o papel do Estado na prevenção da gravidez precoce é fundamental.

Portanto, devido ao que foi exposto, pode-se concluir que a gravidez na adolescência é um problema que pode ser solucionado por meio de ações governamentais. Dessa maneira, o governo deve, por meio do Ministério da Saúde, investir mais na distribuição de métodos contraceptivos gratuitos, principalmente nas periferias, e promover campanhas de conscientização, de forma a diminuir os casos de gravidez na adolescência. Assim, será possível garantir uma maior qualidade de vida para os adolescentes brasileiros e uma vida sexual saudável.