Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/06/2024

A série “Euphoria”, do canal HBO, retrata em uma de suas tramas a personagem Cassie, uma adolescente que engravida aos 16 anos. Nesse sentido, a trama retrata todas as problemáticas que uma gravidez na adolescência pode ocasionar, como ansiedade, fuga da escola e o trauma do aborto. Fora da ficção, a realidade brasileira não se mostra tão divergente, já que é notório o alto índice de gravidez na adolescência no país. Diante disso, fica claro que as ações governamentais que reduzem esse quadro está presente nas ações de educação sexual escolar, na utilização da mídia engajada e na ampliação de políticas públicas em regiões carentes.

Primeiramente, é inquestionável que a educação sexual nas escolas diminui as taxas de gravidez na adolescência. Países como a Noruega reduziram essas taxas em 40%, segundo um inquérito da Organização Mundial de Saúde. A psicóloga da USP, Marina Fernandes, destacou que a educação sexual aborda conscientização, riscos e prevenção, ou seja, disciplinas fundamentais para os jovens. O uso de mídias interativas, como YouTube e Instagram, é essencial, pois, segundo o jornal Exame, alcançam 80% dos jovens, permitindo uma abordagem direta sobre o tema.Isso é semelhante aos Estados Unidos, onde canais dedicados à saúde juvenil são comuns no YouTube.

Além disso, é claro que não há necessidade de atrasar as políticas públicas no Brasil, já que o país investe pouco em campanhas de prevenção à gravidez na adolescência, conforme a Globo. Porém, a situação piora nas regiões norte e nordeste, onde várias cidades não têm campanhas de conscientização, segundo o G1. Paralelamente, o sociólogo Milton Santos destaca que muitos jovens pobres ainda enfrentam dificuldades para acessar saúde durante a gravidez, apesar da globalização.

Portanto, A gravidez na adolescência no Brasil é um desafio que exige ação imediata. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve fornecer palestras nas escolas sobre métodos de proteção, enquanto o Governo Federal investe em publicidade televisiva para promover a comunicação entre pais e filhos sobre sexo, garantindo que as situações retratadas na série permaneçam fictícias.