Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 10/06/2024
Na novela “Malhação - Viva a diferença”, é apresentada uma garota adolescente grávida que acaba dando a luz em um vagão de trem. Por mais que seja ficção, a realidade não é muito distante, visto que é uma problemática que interfere no sistema harmônico brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob essa perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasiliano sobre a gravidez precoce, destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadões sem interesse em resolver a matriz do imbroglio. Consequentemente, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação da pouca eficácia governamental para evitar a gravidez na adolescência, fato que também viola a Constituição Federal. Descarte, analisar criticamente as relações pessoais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos de uma escassa rede de apoio à jovens, contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista que a taxa de meninas e garotas virando mães, é crescente. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.
Portanto, entende-se que a redução da gravidez na adolescência é um obstáculo intríseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, com ajuda de programas de mídia, deve discutir e elucidar o assunto. com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema de forma detalhada, esse órgão vai convidar professores e agentes públicos por meio de palestras em escolas para apresentar uma visão mais crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse discutido. Feitos esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu e o Pacto Social de Rawls, a sociedade brasileira terá uma vida digna.