Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 12/06/2024

A gravidez precoce é definida, segundo a OMS, quando acontece dos 10 aos 19 anos, ou seja, entre a população feminina mais jovem. É preciso, então, entender os motivos que levam à ocorrência de tal, que estão especialmente ligados à ausência da educação sexual, levando assim, muita das vezes à evasão escolar.

No atual cenário das escolas públicas e privadas, há a falta do ensino sobre sexualidade, o que dificulta a chegada de informações a jovens menos favorecidos. Essa problemática é agravada em conjunto a falta de orientação sexual vinda dos pais. Em um evento realizado em São Paulo, sobre gravidez na adolescência, a psicóloga Ricarda Maria de Jesus avaliou: “Boa parte das famílias não conversam sobre sexualidade e prevenção. É preciso muito diálogo em casa, num diálogo franco e aberto sobre os prazeres e a responsabilidade da vida sexual…”. Na fala da psicóloga é possível observar a importância da conversa entre pais e filhos sobre relação sexual.

Nesse contexto, a gravidez precoce pode levar ao abandono escolar, tendo em vista que muita das vezes é necessário que a adolescente deixe os estudos para cuidar de seus filhos. Em uma pesquisa realizada pelo Sesi e pelo Senai, 13% das meninas entrevistadas afirmaram ter saido da escola por gravidez. Portanto, observa-se uma perca social e educacional por parte das jovens que engravidam cedo.

Desse modo, faz-se necessário tomar medidas que venham resolver essas problemáticas. Logo, cabe ao Ministério da Saúde capacitar os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para ir até as casas das adolescentes discutir sobre a vida sexual e as consequências de uma gravidez precoce. Junto a isso, o Ministério da Educação incluir projetos e aulas nas escolas sobre sexualidade, para que os jovens tenham informações sobre o assunto, evitando assim uma gravidez indesejada.