Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 13/06/2024
A gravidez na adolescência no Brasil vem diminuindo. Entre 2015 e 2019, houve uma redução de 32,5% dos casos de gravidez na adolescência. De acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), um a cada sete bebês brasileiros nasce de mães jovens, entre 10 e 14 anos. Os motivos que levam essas crianças a engravidar cedo incluem a falta de acesso a métodos anticoncepcionais e a desinformação sobre sexualidade e direitos sexuais e reprodutivos. Além disso, a gravidez precoce pode causar problemas de saúde para as meninas, como hipertensão e anemia.
O Projeto Adolescentes Mães, conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde, coletou dados de 1.177 mulheres de cinco regiões do Brasil. O estudo revelou que 20% dessas adolescentes não tinham conhecimento sobre métodos contraceptivos. Os que são mais prejudicados são aqueles de baixa renda, no qual, enfrentam dificuldades para conseguir esses anticoncepcionais por causas financeiras, falta de disponibilidade nos serviços públicos e a ausência de informações.
Além disso, a falta de informações sobre sexualidade e direitos sexuais é um fator que contribui para a gravidez precoce, pois muitas jovens não têm conhecimento sobre métodos contraceptivos ou onde obtê-los. A desinformação pode levar ao uso incorreto desses métodos que pode ocasionar outros problemas de saúde.
Conclui-se que, as ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência, é preciso que o Ministério da saúde, que fortaleceram o serviço de saúde nos SUS para os jovens, além de colocarem mais lugares a onde é possível que jovens de baixa renda nessa fase, consiga ter os devidos cuidados próximos de suas casas e também lugares a onde possa oferecer os devidos métodos para evitar, e junto com o Ministério da educação, aplicar em escolas, mais sobre a educação sexual para jovens.