Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 12/06/2024

No Brasil, a cada sete bebês nascidos, um é de mãe adolescente ou pré adolescente, e a cada meia hora, uma adolescente se torna mãe. Visto isso, nota-se um preocupante cenário onde é comum ser mãe na adolescência, levando à uma “normalização” social de algo totalmente prejudicial para o Jovem, que transforma em vários aspectos a vida e o desenvolvimento da mãe, do pai e do bebê.

A gravidez na adolescência, em sua grande maioria, não é planejada, e ocorre por diversos fatores, como pela falta de estrutura familiar, desconhecimento de métodos contraceptivos, irresponsabilidade dos jovens, ou até mesmo abuso sexual. Esse fenômeno traz consequências graves tanto no aspecto físico quanto emocional para a adolescente. A jovem mãe muitas vezes precisa abandonar os estudos para cuidar do bebê, comprometendo seu futuro educacional e profissional. Isso pode perpetuar ciclos de pobreza, falta de oportunidades e exclusão de círculos sociais.

Além disso, a gravidez precoce pode causar complicações de saúde para a mãe e a criança, como parto prematuro, baixo peso ao nascer e maiores riscos de doenças. O suporte familiar e institucional muitas vezes é insuficiente para lidar com todas as demandas que surgem, deixando a adolescente em uma posição vulnerável e desamparada.

Para o enfrentamento do problema, é necessário a ação governamental do Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde para promover apoio e investimento em relação à educação sexual nas escolas, além da criação de programas para o apoio dos familiares, suporte psicológico e promoção de publicidades informativas.