Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 13/06/2024

A gravidez na adolescência tem uma alta taxa de ocorrência, segundo a Biblioteca Virtual em Saúde são 400 mil casos por ano. Em decorrência das principais causas, a falta de informação, principalmente em regiões pouco favorecidas, como o Norte e o Nordeste brasileiro, e também as consequências dentro da sociedade. Sendo assim, é necessário o trabalho das ações governamentais visando reduzir esses casos.

Sob esse prisma, a falta de informação pode vir de diferentes maneiras, como uma completa falta de conhecimento sobre educação sexual ou como uma falta de conhecimento dos métodos contraceptivos. Sendo considerado um “tabu”, as escolas não podem abranger o assunto e muitas vezes a religião impõe como um “pecado”, dificultando o conhecimento dos jovens sobre assuntos como sexualidades, as mudanças que acontecem em seus corpos, e principalmente sobre a vida sexual. Como no filme “Simplesmente Acontece”, onde a personagem principal chamada Rose, não sabe como usar uma camisinha durante sua primeira relação sexual e acaba grávida na adolescência.

Ao mesmo tempo, segundo dados do Ministério da Saúde cerca de 18% dos nascimentos no Brasil são de mulheres com menos de 19 anos, o que acarreta na superação de desigualdades no país. A UNFPA (Situação da População Mundial do Fundo de População das Nações Unidas) revela em um relatório de 2013, que a produtividade do Brasil cresceria em US$3,5 bilhões se as mulheres adiassem a gravidez para depois dos 20 anos. Portanto, a missão do Governo, que é reduzir esses casos de gravidez na adolescência, criou o Plano Nacional de Prevenção Primária do Risco Sexual Precoce e Gravidez de Adolescentes, que alcança diversos públicos para lidar essencialmente com o estímulo à erotização precoce dos adolescentes.

Diante do exposto, há uma linha tênue entre a inocência e a adultização dentre as adolescentes. E o Ministério da Educação aconselhar as escolas a abordar mais os assuntos sobre educação sexual, e ir além do básico, e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em conjunto com o SUS podem oferecer todo o suporte necessário também, dentro das leis, para ensinar e acompanhar os adolescentes.