Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 02/11/2024

Evasão escolar. Riscos para a saúde. Menores oportunidades. Esses são impactos que caracterizam o problema da gravidez precoce na sociedade brasileira, uma vez que tal acontecimento traz inúmeras consequências para a vida dos adolescentes. Dessa forma, observa-se que a gravidez na adolescência reflete um cenário desafiador, seja em virtude da falta de empatia, seja pela base educacional.

Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de empatia é um grande responsável pela complexidade do problema. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange aos impactos da gravidez precoce, pois o individualismo faz com que o adolescente se sinta sozinho e desorientado, o que pode gerar evasão escolar, falta de perspectiva e até mesmo impactos negativos para o crescimento da criança. Portanto, essa liquidez que influi sobre a questão funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Em consequência disso, surge a questão da base educacional, que intensifica a gravidade do problema. Sendo assim, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se os adolescentes não têm acesso à informação séria sobre os impactos da gravidez precoce, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e dos impactos da gravidez precoce. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do Ensino Médio, porém, o evento pode ser aberto à comunidade jovem. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que se dê a conscientização dos impactos que tal acontecimento pode acarretar.