Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 03/06/2025
Durante o século XX, o Brasil enfrentou grandes desafios na área da saúde pública. De maneira análoga a isso, a gravidez na adolescência continua sendo um problema preocupante no país. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de educação sexual nas escolas e a pouca atuação do governo na prevenção.
Em primeira análise, evidencia-se a ausência de informação adequada sobre saúde sexual entre os jovens. Sob essa ótica, segundo dados do IBGE, mais de 400 mil adolescentes entre 10 e 19 anos engravidam por ano no Brasil. Dessa forma, fica claro que a falta de orientação nas escolas contribui diretamente para esse número elevado.
Além disso, é notório que o governo não investe o suficiente em campanhas de prevenção. Desse modo, de acordo com o filósofo Michel Foucault, o poder se manifesta no controle dos corpos e das práticas sociais. Consoante a isso, percebe-se que, ao não oferecer acesso fácil a métodos contraceptivos e informação de qualidade, o Estado falha com os jovens.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir a gravidez na adolescência. Dessa maneira, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Saúde e da Educação, promover programas de educação sexual nas escolas, distribuição gratuita de métodos contraceptivos e campanhas de conscientização nas redes sociais, a fim de que os adolescentes estejam melhor informados e preparados para cuidar de sua saúde sexual e reprodutiva. Somente assim, como nas ações de saúde pública do passado, será possível garantir uma juventude mais consciente e protegida.