Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/06/2025

A gravidez na adolescência tem sido uma problemática de extrema importância na sociedade, que infelizmente vem sendo tratada com negligência. De acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel, o principal objetivo dos governantes é a manutenção do poder, e por isso, deixam de lado o bem-estar coletivo. Com isso, é causada a fragilidade da população em relação aos métodos de prevenção contra a gravidez. Desse modo, há de se discutir sobre os fatores que agravam esse quadro: a escassez de segurança pública e a falta de conscientização.

Precipuamente, é fulcral destacar que a falta de atuação das autoridades é um grande promotor do problema. Sobre isso, é imprescindível não se deixar de lado que uma das grandes causas da gravidez precoce é causada pela violação de menores, como o estupro. De acordo com a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), mais de 370 milhões de meninas e mulheres globalmente foram vítimas de estupro quando crianças, devido à grande inoperância autoritária, que negligencia a implementação de maior segurança nas ruas e locais públicos, o que amplia os casos de violência e gravidez na adolescência.

Ademais, a falta de conscientização também é um agravante dessa problemática.

Nessa perspectiva, é importante relatar sobre o caso de uma jovem brasileira, de 13 anos de idade, que engravidou na escola acidentalmente por conta de uma ‘‘brincadeira’’ com os amigos. A partir disso, é necessário ressaltar que conversas sobre educação sexual entre pais e filhos jamais podem ser ignoradas, pois a ausência de diálogo familiar e a desinformação colaboram para que os adolescentes desconheçam os riscos e as consequências de suas ações, o que contribui para a perpetuação desse cenário alarmante.

Portanto, é urgente que medidas eficazes sejam tomadas para combater a gravidez na adolescência. Cabe ao Estado, por meio da implantação de políticas públicas educacionais e de segurança, promover campanhas de conscientização nas escolas, criação de espaços de diálogo familiar e reforço da presença policial em áreas de risco, com a finalidade de garantir que os jovens tenham acesso à informação, proteção e autonomia sobre seus corpos e escolhas. Dessa maneira, será possível promover uma sociedade mais consciente, segura e preparada.