Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 07/06/2025
Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida”, vivenciada durante o século XX. Analisando o pensamento do sociólogo polonês, essa realidade imediata perpetua-se com a gravidez na adolescência, e, em detrimento da falta de políticas públicas eficazes e de educação sexual, efetiva-se como uma das maiores incógnitas do território brasileiro.
É incontestável que os aspectos governamentais estejam entre as principais causas da gravidez na adolescência. De acordo com o artigo 3 da Constituição brasileira, explana o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantindo o desenvolvimento nacional. No entanto, seguindo os últimos dados relacionados à gravidez na adolescência, a ação legal encontra-se distante da efetivação, haja vista que há carência de campanhas educativas e acesso limitado a métodos contraceptivos.
Da mesma forma, evidencia-se o desconhecimento e a desinformação entre adolescentes como impulsionadores do problema. Segundo Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. No entanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva da sociedade encontra-se distante no país, uma vez que a escola ainda falha em promover uma educação sexual abrangente e contínua.
O combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanço da gravidez na adolescência, deve tornar-se efetivo, posto que os jovens ainda são vulneráveis à desinformação e à falta de acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de conscientização nas escolas e na mídia, promovendo a redução das taxas de gravidez precoce. Aliado a isso, o Ministério da Educação deve providenciar a elaboração de projetos pedagógicos que incluam a educação sexual de forma integral e respeitosa. Dessa forma, o combate à gravidez na adolescência consolidar-se-á, enfim, em uma sociedade mais fiel aos princípios da Constituição.