Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/06/2025

A gravidez é, na grande maioria das vezes, algo positivo. Centenas – ou até milhares – de mulheres grávidas publicam vídeos nas redes sociais diariamente, documentando suas gestações, sempre com muita felicidade e ânsia pelo dia do parto. Entretanto, esse evento – desejado por cerca de 82% das mulheres entrevistadas pelo jornal Tribuna – pode surtir efeitos negativos tanto para a vida dos pais quanto para a da criança (como, por exemplo, o abandono escolar, o aumento do risco de uma gestação prematura, a negligência e abandono parental, etc.), se ocorrido em um momento inoportuno. No Brasil, podemos considerar esse momento a adolescência, tendo em vista os números alarmantes de jovens grávidas no país. Nesse sentido, é necessário formular novas medidas para a resolução do tema – isso porque as atuais, a exemplo da distribuição gratuita de preservativos e de campanhas de conscientização sobre o tema, parecem não produzir efeito –, como a remodelação da forma de ensino sobre educação sexual, e uma maior variedade de métodos anticoncepcionais.

Primeiramente, vale destacar que já é debatido o tema educação sexual em várias instituições de ensino, sejam elas públicas ou privadas, por todo o Brasil, entretanto, sua atuação é pouco significativa, e reflete em quase nenhum impacto social real. Por este motivo, existe a necessidade de os métodos de ensino serem reavaliados e modificados para que esse cenário mude.

Além disso, uma maior disponibilidade de métodos contraceptivos seria um dos grandes passos para a resolução da mazela, visto que, em caso ao látex, por exemplo, poderiam ser utilizadas as “pílulas do dia seguinte”. Também seria interessante o Estado brasileiro fornecer cirurgias como a laqueadura e a vasectomia sem custo algum, sendo os únicos requisitos a permissão de um responsável legal, caso o paciente seja menor de idade, além de uma avaliação médica detalhada garantindo que o corpo está apto ao procedimento.

Concluindo, é necessária a reformulação da educação sexual brasileira, além de uma maior variedade de métodos que evitam a gravidez indesejada, pelo governo do Estado brasileiro, a fim de que as taxas de gravidez na adolescência cheguem ao menor número possível.