Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 31/08/2019
A crise hídrica, no Brasil, tem sido um empecilho pra a população mais pobre em sua maioria. Nesse sentido, convém discutir tal desafio que, muitas vezes, é fomentado por ações de caráter imaturo e condições climáticas. Logo, julga-se necessário a atenção dos meios públicos e também da população em seu todo.
Primeiramente, é evidente como uma das principais problemáticas na questão da falta de água as práticas humanas. A agricultura brasileira tem movimentado grande parte do capital econômico e, ademais, é a atividade que mais utiliza água o que é presente em discussões a respeito do quão é proveitoso, por exemplo, a transposição do rio São Francisco que iria trazer água à população mais pobre, mas é um forte vetor no agronegócio. Contudo, vê-se o desafio que é mudar tais ações tão importantes economicamente.
Por outro lado, críticas condições climáticas tornam-se um empecilho em certos povos como, por exemplo, do Nordeste brasileiro. O livro “Vidas secas” de Graciliano Ramos é uma das principais obras a qual descreve a intensa crise que os nordestinos sofrem em relação ao clima árido e que hoje não é diferente em relação ao descrito no livro, no século XX. Assim, pontua-se, por exemplo, um outro lado da importância do deslocamento do rio São Francisco a qual iria trazer água a pessoas que vivem em um lugar tão escarço.
Destarte, a crise hídrica é de fato decorrente de fatores antrópicos e climáticos e são fomentados por ideais econômicos como o já citado. O uso de projetos governamentais por parte do Ministério do Meio Ambiente, protagonista em questões que envolvem o ecossistema brasileiro, semelhantes a levar água a quem precisa. A deslocação de rios perenes é um proveitoso meio de " umedecer " áreas tão secas a partir de desvios fluviais.