Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 08/02/2020
A seca sempre foi associada ao nordeste brasileiro. No entanto, desde 2014, quando a falta de água atingiu a megalópole-São Paulo , a crise hídrica virou um assunto de pauta em escala nacional. Assim, a ausência de educação ambiental e falta de planejamento urbano, são as causas significativas para potencializar a problemática.
Nossa educação dá mais ênfase ao ensino conteudista, assim, impossibilitando a abertura de assuntos focados a cidadania e meio ambiente. O pensador Hans Jonas criou a teoria do princípio da responsabilidade, que dizia que as gerações futuras têm o direito de existir, em contrapartida para elas existirem à de se cuidar do presente, entendendo que a água potável é finita. Devemos com isso, evitar o desperdício de água.
A falta de planejamento urbanístico nas cidades brasileiras é realidade. Com a revolução industrial, países agrários se tornaram países urbanos em um curto período de tempo, consequentemente comprometendo a cobertura vegetal e inviabilizando o ciclo da água. Pelo processo de urbanização ,em um terreno onde era um manguezal foi destruído para vir a ser um prédio corporativo aqui na minha cidade, dando então maior incidência a surgir ilhas de calor, potencializando o desequilíbrio ambiental e acelerando ainda mais o aquecimento global.
Portanto, o problema da crise hídrica é grave. Para isso a escola, que é um ambiente de formação coletiva, deve formar para a cidadania, através da criação da disciplina educação ambiental, a fim de desenvolver uma real preocupação com a escassez hídrica, para o presente e para o futuro. Ademais, o estado deve ampliar as políticas de habitação a fim de que o crescimento desordenado das cidades não inviabilize o ciclo da água.