Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 13/05/2020

O filme de animação americano " Wall-E " retrata o Planeta Terra insalubre à vida, expondo que os seres humanos não souberam gerenciar os recursos ambientais. Fora da ficção, esse é o triste cenário do Brasil do século XXI, no qual a sociedade mesmo após os recentes casos de escassez de água - como o ocorrido em São Paulo - não põe em prática medidas que ratifiquem o compromisso na conservação deste bem. Essa circunstância se deve, sobretudo, ao elevado número de atividades pecuaristas e no ineficaz sistema de abastecimento de águas brasileiro. Logo, são necessárias medidas sociais e governamentais visando o enfrentamento dessa situação.

Em primeiro plano, o gerenciamento dos bens hídricos é essencial para o prosseguimento da sociedade brasileira. De fato, no Brasil atual, a pecuária - em especial de bovinos - é um dos grandes vilões da atual crise hídrica de modo que para a sobrevivência de tais animais é necessário enorme quantidade de água, como o destacado por pesquisas da Organização das Nações Unidas (ONU), uma vez que noticiam que para cada um quilograma de carne bovina comercializada são consumidos 16 mil litros de água. Para culminar, ações sociais que minimizem os efeitos causados pelo agronegócio são imprescindíveis para a garantia de água à todos.

Em segundo plano, a falta de administração do patrimônio hídrico inviabiliza a prosperidade da sociedade brasileira. Dessarte, a inoperância da Agência Nacional das Águas (ANA)  é um dos fatores que ocasiona a crise de pecúlio desse tesouro natural, visto que tal negligência gera perdas consideráveis, usando-se do que foi noticiado pelo jornal " G1 “, no qual é relatado que cerca de 40% das águas são perdidas nas redes de abastecimento. Além de tudo, políticas públicas que minimizem o desperdício são necessárias para o combate desse estorvilho.

Portanto, a luta para a garantia da preservação das águas é primordial à sociedade brasileira. Desse modo, faz-se necessário que as escolas, junto às famílias realizem palestras e seminários, ministrados por especialistas como ecologistas, trazendo relatos reais de localidades que definharam pelos efeitos da pecuária, com o fito de cessar o aumento de tais atividades pecuaristas. Além disso, urge que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria a ANA amplie o controle do fornecimento hídrico, por meio de consórcios, concedendo bônus às empresas que auferirem metas definidas pelo governo, com o propósito de evitar desperdícios. Por fim, com essas ações, histórias com a de " Wall-E " ficariam apenas na ficção.