Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 17/04/2020

A marcante crise hídrica no estado de São Paulo em 2014 preocupou a população, que não passou de uma preocupação instantânea, e também estudiosos da área. Porém não precisa ser nenhum cientista para saber que a água é um fator abiótico esgotável. Logo, com a negligência da sociedade em zelar por esse bem fica progressivamente mais difícil de contornar a situação e, lamentavelmente, as autoridades que regem esse setor estão sendo transgressores.

Em primeira análise à atitudes das pessoas perante a recente crise dos recursos hídricos mostra a despreocupação em cuidar da água no cotidiano. Pois segundo o Ministério das Cidades, o desperdício de água tratada no Brasil corresponde a 38,8% de toda água e de acordo com o portal de notícias “g1”, esses números tendem a crescer. Ademais, é indiscutível que com o crescimento urbano os desmatamentos aumentaram e os níveis de chuvas decaíram consideravelmente, pois além disso, o crescimento populacional desde 1930 cresceu desordenadamente, afetando a quantidade de água para todos. Destarte, é evidente que ações de cuidados é de extrema importância, porque isso é uma crise que pode ser visada brevemente, como o professor Nogueira Neto que avistou, em 1977, o acontecimento hídrico em São Paulo.

Consoante ao filósofo Aristóteles, vícios são excesso ou escassez e virtude é o meio-termo, ou seja, apesar da grande urbanização e falta de vegetação, é possível encontrar o equilíbrio entre a utilização e o não desperdício da água. Pois, as consequências são violentas às necessidades humanas. Além disso, afeta diretamente na atividade de energia elétrica, agricultura e higiene.

Portanto, medidas deverão ser tomadas para solucionar o impasse. O Ministério das Cidades deverá, adjunto a engenheiros ambientais, organizar mutirões de vistorias em todos os estados brasileiros, por meio de visitas às casas, a fim de verificar os pontos de desperdícios, como infiltração, vazamentos de canos e torneiras, dos moradores e assim alertá-los para reverter a situação. Isso deve ser feito de forma gradual e prudente.