Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 03/05/2020
Embora a Constituição Federal de 1989 assegure o respeito à dignidade humana , sabe-se que ,na realidade brasileira, o direito não é promovido para todos os cidadãos, principalmente no que tange à isenção da crise hídrica. Isso se deve, sobretudo , ao aumento da desigualdade social e à negligência governamental perante esse cenário catastrófico. Em face disso, destaca-se a necessidade de se combater essa transgressão , por meio de medidas sociais e estatais intervencionistas contra tal situação .
Primordialmente, é de suma importância evidenciar que as cidades brasileiras foram construídas sob um viés segregacionista e elitista , de modo que as regiões de Índice de Desenvolvimento Social e Econômico baixo são acometidas pela insuficiência de recursos hídricos. Essa conjuntura ainda é pertinente na sociedade hodierna, uma vez que no ano de 2014 São Paulo foi acometido pela crise hídrica. Nessa perspectiva , a segregação social, vista como uma característica marcante da sociedade brasileira, pelo autor Sérgio Buarque , no livro Raízes do Brasil,faz-se presente nos dias atuais pela distribuição incoerente da água .Dessa forma , é fundamental que as pessoas reivindiquem seus direito básicos , como forma de aprendizagem .
Outrossim, é imprescindível salientar que o Governo possui um gerenciamento nocivo ,pois propicia diversos benefícios para classe elitista e precariza a população de baixa renda. Segundo Karl Marx , na obra ‘‘O Capital ‘’, o Estado é comitê que gerencia os interesses comuns da burguesia ,propiciando o proletariado a discrepância. Nesse contexto, percebe-se que o governo brasileiro é cúmplice desses valores ,visto que comunidades carentes de São Paulo enfrentam falta de água durante a pandemia do coronavírus .Desse modo, é cabível que o Poder Público aplique mais verbas na universalização da água potável .
Portanto, são necessárias medidas que visem mitigar esse cenário hodierno. Para tanto, urge que o Ministério do Meio Ambiente invista mais recursos financeiros na construção de empresas provedores da água salubre para as populações de baixa renda, por meio de parcerias estatais e privadas , nas quais dividirão igualmente as despesas, a fim de prover o acesso igualitário. Somente assim, pode-se ter uma sociedade harmoniosa.