Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 06/05/2020
O princípio da dignidade da pessoa humana é um princípio do estado democrático de direito, e todo ser humana deve ter esse direito respeitado. Entretanto, a atual crise hídrica acaba ferindo este direito, visto que o acesso a água é um direto necessário ao bem-estar de todo cidadão. Diante desse cenário fica evidente que é necessário ao homem aprender formas mais eficientes de consumir este bem precioso.
Primordialmente, é importante analisar que não é o consumo da água que é um do principais atores na sua escassez, mas sim o mau uso desta – já que tanto a nível doméstico e industrial a taxa de desperdício ou contaminação com resíduos domésticos e industriais é maior que a taxa de tratamento da rede de esgoto, dado esse fornecido pela pesquisa do IGBE em 2015. Assim fica evidente a necessidade de se discutir um uso mais consciente deste bem.
Ademais, é mister que a escassez da água também é proveniente de desequilíbrios ambientais, fruto de desmatamentos e queimadas, que assim acabam prejudicando a mata que protege as nascentes e afluentes de rios – os quais ajudam no sistema hídrico de abastecimento. Desta forma, fica notório mais uma vez que é graças a ações antrópicas que a falta d’água nos reservatórios vem se atenuando.
Diante do exposto, torna-se imperioso que o governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente juntamente com o Ministério da Educação, fomentem palestras nas escolas e em associações de bairros, utilizando também filmes e debates – que possam desenvolver uma maior consciência no consumo de água dentro das residências. Além do mais, cabe ainda ao governo Federal, tendo como braço direto o Ministério Público fiscalizar e punir quem produzir desmatamentos ilegais, tornando assim o atual cenário de crise em um possível futuro com abundancia nos reservatórios.