Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 11/05/2020
O filme “Interestellar” aborda a luta da humanidade pela sobrevivência após os recursos da Terra se esgotarem, evidenciando, assim, as graves consequências do consumo desenfreado dos bens naturais e como as mudanças climáticas podem afetar a vida humana. No entanto, essa problemática não se limita à ficção, uma vez que a crise hídrica é assunto frequente no atual contexto brasileiro. Isso se deve, sobretudo, à displicência governamental quanto a medidas preventivas e à má utilização desse recurso por parte da população. Dessa maneira, é imprescindível a atuação conjunta do Poder Público e da sociedade civil, a fim de mitigar essa mazela social.
Em primeira análise, é evidente o descumprimento de prerrogativas que visem ao bom gerenciamento das reservas de água. A saber, a Lei das Águas, em vigor desde 1997, garante a proteção desse meio e busca integrar os recursos hídricos ao meio ambiente de forma sustentável. Embora essa lei exista, a seca no sertão nordestino e a poluição do Rio Tietê são um dos milhares de exemplos do quão tem sido insuficiente a ação estatal acerca dessa problemática. Desse modo, é essencial que o Estado providencie e cumpra as leis já existentes no tocante à distribuição e preservação da água, a fim de evitar sua escassez ,fugindo, assim, da proximidade com a ficção.
Outrossim, são tímidas as atividades da população no que se refere ao manuseio da rede hídrica. Partindo disso, é notório o desperdício de água no dia-a-dia das pessoas, como a lavagem de ruas e calçadas com mangueiras, roupas, além de banhos demorados. A soma de tais ações contribuem, de forma exorbitante, para maximizar a crise hídrica, visto que ao usar uma grande quantidade de água, há uma diminuição dos seus reservatórios e com o crescente desmatamento, a quantidade de chuvas diminui, dificultando ainda mais esse processo. Nesse sentido, é necessário que o Governo atue como mediador no que tange a uma melhor orientação a respeito do uso da água, além de ensinar e pregar medidas de reaproveitamento.
Destarte, é preciso amenizar a atual crise hídrica. Para tanto, faz-se necessário que o Estado crie medidas preventivas, como estações de tratamento de água, redes de tratamento de esgotos e racionamentos com avisos prévios em cidades maiores, com a ajuda de especialistas ambientais, a fim de amenizar essa problemática e obter um maior aproveitamento dos recursos naturais. Além disso, por meio de palestras e avisos, orientar a população de como utilizar a água de forma responsável. Assim, com essas medidas, evita-se que a ficção de “Interestellar” se concretize e se torne uma realidade social.