Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 12/05/2020

No convívio social brasileiro, são explícitos os entraves existentes no que concerne à má gestão da água, visto que a distribuição desregulada e o desperdício desse recurso ameaça o país a um grande colapso hídrico. Tal realidade é decorrente de circunstâncias governamentais e populares e requer, dessa forma, uma atuação mais expressiva dos poderes políticos e sociais com o fito de combater a péssima gestão de água do Brasil e diminuir as consequências da estiagem no Brasil.

De fato, no Brasil, a questão da deficiência no abastecimento de água tem se tornado um enorme desafio para o país que, apesar de apresentar um quinto das reservas mundiais, é, claramente, bastante prejudicado pelo mau gerenciamento dos recursos hídricos, visto que, associado ao fenômeno climático da seca, grandes e significativas regiões, como a Norte e Nordeste, são diretamente afetadas devido à sua má distribuição ao longo do extenso território brasileiro. Tal realidade evidencia o descompromisso estatal quanto à gravidade do quadro em que se encontra o país em se tratando do abastecimento de água, visto que é evidente a sua extrema relevância não só para sobrevivência da população, como também para a manutenção da economia. Essa circunstância preocupante explicita a importância da preservação desse recurso, exigindo, assim, uma efetiva atuação do Poder Público na elaboração de políticas de gerenciamento da distribuição de água nas regiões do país.

Ressalta-se, ainda, que outro aspecto relevante associado está na escassez de uma cultura preservacionista entre os brasileiros, já que esses indivíduos possuem péssimos hábitos no que diz respeito à utilização consciente de água no seu dia a dia e a desperdiçam em atividades simples, como em longas e desnecessárias lavagens de carros e roupas, demonstrando uma conduta incompatível com a necessária para evitar uma crise hídrica. Essa realidade vivenciada nos dias de hoje, é descrita no livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, que retrata, nitidamente, uma catástrofe que pode se agravar no futuro, caso mudanças eficientes de hábitos individuais não sejam adotadas no presente.

Portanto, a fim de combater efetivamente a má gestão de água e, consequentemente, a crise hídrica no Brasil, compete ao Poder Público, por intermédio de políticas públicas eficientes de redistribuição e tratamento da água, realizar iniciativas estatais de preservação e gestão desse recurso, visto a sua importância para sobrevivência da população e manutenção da vida. Ainda, urge à União, por meio das redes sociais oficiais do governo, apresentar aos milhões de brasileiros a relevância da mudança de hábitos cotidianos, como pela diminuição do desperdício, visando a, dessa forma, moldar uma mentalidade social baseada no entendimento acerca da importância de evitar um possível colapso hídrico no país.