Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 14/05/2020
No filme “Rango”, ganhador do Oscar de melhor animação, apresenta-se o contexto do personagem Rango, que acaba parando em uma cidade chamada Poeira,em que vive-se uma crise hídrica enorme. Fora das animações, a realidade é similar, visto que, constantemente, são divulgadas notícias, no Brasil, em consequência da crise hidrológica, que pode ser motivada tanto por negligência industrial, como por má gestão de governos, mostrando que apesar das inúmeras ocorrências, os brasileiros ainda não aprenderam a lidar com ela. Em face disso, é necessário combater esse tipo de realidade urgentemente.
De fato, a indústria brasileira é responsável pelo mau uso desse recurso, uma vez que milhares de litros poderiam ser poupados com uma administração e fiscalização adequada. Nesse contexto, as Revoluções Indústrias deixaram legados que perduram até hoje, visto que essa, atual, falta de preocupação ambiental e atenção voltada somente para o lucro é característica marcante desse período, constata-se, assim, o quão degradante essa situação é. Esse problema é ocasionado, muitas vezes, por uma negligência das fábricas em planejar o reuso do líquido e nos vazamentos pelo uso de máquinas obsoletas. Logo, torna-se imprescindível o combate a essa situação em setores privados e estatais.
Ademais, é válido ressaltar que essa má gerência, quando ocorre em nível governamental, é ainda mais preocupante, dado que pode prejudicar a vida de toda a nação. Afinal, o Brasil é um país em que a distribuição hídrica não é naturalmente favorável, a exemplo do Norte que tem os maiores recursos hídricos e os menores índices populacionais, ao contrário do Nordeste seco e populoso. Nessa conjuntura, a transposição do Rio São Francisco que beneficiariam quase 500 mil pessoas nordestinas, segundo o portal G1, não teve conclusão desde 2005 e virou uma forma de roubo para governantes. Acerca dessa lógica, torna-se evidente a necessidade de medidas que transformem essa realidade brasileira.
Com tudo isso, é possível concluir que o esse cenário hídrico é problemático. Nesse contexto, é necessário que o Ministério da Agricultura e Meio Ambiente diminua os efeitos deletério dessas más gestões industrias com a criação de um programa de metas de economia de água, em que empresas que seguissem teriam seus impostos reduzidos, por exemplo, para influencia-las a mudar essa realidade preocupante. Além disso, é preciso que a população reivindique, por meio de passeatas e protestos, seus direitos negados por representantes políticos para pressiona-los a cumprir.