Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 16/05/2020

Desde o início do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa no Brasil, cultiva-se a ideia de que os recursos naturais são infinitos. Na contemporaneidade, a propagação desse pensamento reflete na atual crise hídrica, a qual é intensificada, principalmente, pelo esvaziamento dos reservatórios e pelos danos ambientais causados pela sociedade. Nesse contexto, o desequilíbrio hídrico merece um olhar mais crítico de combate por parte do Governo e da sociedade.

Decerto, a má gestão dos recursos hídricos tem resultado no esgotamento dos reservatórios e, consequentemente, na redução do acesso à água por parte da população. A título de ilustração, segundo o portal de notícias “G1”, o Sistema Cantareira, localizado em São Paulo, o qual já chegou a atender 9 milhões de pessoas só na região metropolitana de São Paulo, passou a abastecer cerca de 7,4 milhões de pessoas desde a crise hídrica de 2014. Esse fato demonstra como a escassez acentuada de água tem afetado a sociedade, visto que muitas pessoas não têm acesso a esse recurso essencial para a vida, em razão da distribuição da água ser bastante irregular, além de que muitos indivíduos desperdiçam litros de água diariamente, enquanto existem pessoas consumindo água sem tratamento adequado, ficando expostas ao risco de adquirirem enfermidades. Logo, é fundamental a intensificação de projetos voltados para a solução dessa temática.

Ademais, a constante intervenção humana no meio ambiente reduz a disponibilidade de água adequada para o consumo. A exemplo disso, o documentário “A Plastic Ocean” descreve a intensa poluição dos ambientes aquáticos causada pelos humanos em consequência do descarte incorreto do lixo. Isso exemplifica como a sociedade vem destruindo o Planeta e a própria sobrevivência, tendo em vista que a água é um componente indispensável para a vida. Além disso, a reposição desse recurso encontra-se cada vez menor, em defluência do intenso desmatamento da Floresta Amazônica, que resulta na redução do regime de chuvas em grande parte do País, ampliando, com isso, os prejuízos causados pelos grandes períodos de seca em certas regiões, como o sertão nordestino.

Portanto, mais medidas devem ser tomadas com o intuito de solucionar a problemática da crise hídrica. Em decorrência disso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve promover a realização de palestras periódicas nas escolas, as quais sejam ministradas por ambientalistas, os quais expliquem a importância do consumo consciente da água para os alunos e os pais, com o fito de reduzir os efeitos da crise hídrica com o apoio populacional e, assim, acabar com o pensamento existente no início do século XVI. Outrossim, é importante que o Governo efetive a fiscalização do desmatamento, com o objetivo de reduzir os danos causado ao meio ambiente.