Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 19/05/2020

No Egito antigo, apesar da localização em uma região árida, cercada de desertos, devido à preocupação administrativa, obras hidráulicas foram desenvolvidas e a água era distribuída para toda a população. No que tange ao Brasil, na contemporaneidade, a realidade diverge da egípcia, apesar do imenso potencial hídrico, a crise de falta de água ainda é uma problemática que atinge o país. Nesse contexto, tal falto tem como fomentadores o mau gerenciamento desse recurso e uma falta de conscientização popular sobre a necessidade de um uso consciente da água. Desse modo, faz-se fundamental a discussão sobre a temática, tendo em vista a gravidade da problemática da crise hídrica.

Inicialmente, cabe citar que há  uma negligência governamental quanto aos setores que  deveriam estar responsáveis por administrar, gerenciar e cuidar dos recursos hídricos. Esse contexto permite uma leitura contraposta à afirmação de Max Weber de que a política seria a ética da responsabilidade, já que essa falta de preocupação resulta em uma distribuição desigual da água, na qual inúmeras pessoas sofrem com a falta dessa até mesmo para atividades básicas como para beber e cozinhar alimentos. Torna-se, então, evidente a necessidade de ações governamentais com o objetivo de reduzir tão problemática e disponibilizar água para toda a população.

Outrossim, pode-se inferir que a população ainda tem uma visão extremamente ignorante sobre a disponibilidade de água, por consequência faz um uso indevido e imprudente dessa. Entretanto,  uma vez que tal recurso é esgotável, faz-se necessário uma promoção de conscientização popular, posta a sua importância. Como exemplo, apesar de fictício, tem-se o filme “Mad Max” que ilustra sobre a necessidade da água para existência da vida, mostra um cenário, no qual tal recurso é tão escasso que inúmeras são as batalhas para conseguí-la e, assim, sobreviverem. Nesse esteio, faz-se necessário a ação das mídias para divulgação da importância do uso consciente da água.

Portanto, devido à gravidade do tema, medidas fazem-se necessárias. Primordialmente, tendo em vista o pensamento de Weber, o Governo Federal deve investir em políticas públicas capazes de modificar o precário cenário atual, por meio da melhora dos setores responsáveis, com o fito de que ocorra uma distribuição igualitária dos recursos hídricos -haja vista a sua importância. Além disso, as mídias devem promover campanhas orientadoras, por intermédio de propagandas televisivas, que abordem a importância do uso consciente da água, já que essa é um recurso esgotável e fundamental pra existência da vida, como abordado pelo filme, com a finalidade de orientador a população e de modificar tal mentalidade ignorante sobre a disponibilidade da água. Então, será possível, similarmente ao Egito antigo, haver uma preocupação administrativa e fornecimento de água a toda população.