Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 22/05/2020

O contexto histórico de formação do Brasil é evidenciado nas mudanças ocorridas desde o período Colonial,passando pelo Império,com a independência da colônia em relação a metrópole portuguesa,até a Proclamação da República por Deodoro da Fonseca,em 1899. Isso posto,diversos eventos dessa conjuntura culminaram na construção da herança social,cultural e ambiental do País. No que tange à educação e cultura,diversas mazelas tiveram raízes instituídas nesse ínterim,entre as quais,explicita-se,hodiernamente,os desafios da crise hídrica. Nesse viés,tal situação torna-se intrínseca na sociedade haja vista o desperdício humano,bem como a ineficácia da fiscalização estatal da água. Destarte,é incontrovertível solucionar os óbices em questão.

Convém salientar,em primeiro plano,que o impasse advém do desaproveitamento da água no âmbito social contemporâneo. Nesse viés,na obra literária “Vidas Secas”,de Graciliano Ramos,torna-se perceptível a insistente busca pela sobrevivência humana,a fim de obter um direito universal inquestionável,a água,sendo esta um problema atemporal e que aflige a população,devido sua escassez e consumo desgovernado,convergindo com a atualidade,visto que é presente no cotidiano a crise hídrica,e que afeta os membros do corpo civil em todos os aspectos. Consequentemente,o que seria um direito natural e igual,torna-se um recurso mínimo ou inviável para a maioria cidadãos.                Subsequente,é imprescindível ressaltar ainda,a supressão de deliberações governamentais com o intuito de fenecer o óbice. Dessa forma,em 2015,as negociações internacionais que culminaram na adoção dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS),elucidaram no plano de metas da Agenda 2030,o objetivo quatorze,que visa a conservação e uso sustentável dos oceanos,mares e recursos marinhos para desenvolvimento sustentável,expondo,contudo,contrariedade com a realidade corrente,visto que se permeia a ineficácia governamental na fiscalização do recurso hídrico e de sua distribuição. Por conseguinte,a água tende a se tornar distribuída de forma heterogênea.

Depreende-se,portanto,a necessidade de se combater os desafios da crise hídrica. Desse modo,as escolas,em conjunto com a mídia,como preceptoras de opinião,devem promover a importância da preservação da água,através da disseminação de campanhas informativas,como também a elaboração de oficinas que suscitem a solidariedade social,com o objetivo de preservar os reservatórios desse recurso essencial. Concomitantemente,o Governo,coadjuvante às instituições privadas,como detentores de recursos,deve instigar nas melhorias fiscais,por meio de investimentos em uma fiscalização perdurável,além da ampliação de fundos monetários,objetivando que a diligência preventiva vigore eficazmente. Em suma,a consumação das providências interventivas é improrrogável para a ONU.