Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 25/05/2020
Mad Max, renomado filme australiano, apresenta um cenário pós-apocalíptico: o povo se divide em tribos para guerrear por gasolina, comida e, principalmente, água. Não obstante, o Brasil, hodiernamente, ainda não vive uma guerra por água e suprimentos. Entretanto, o racionamento da água foi, e ainda é, um fato gerado não somente pela má gestão dos recursos vitais, como inclusive pela falta de conscientização da necessidade de respeitar o meio ambiente. Assim, diante da crise hídrica, é um fato a existência da necessidade presente na sociedade em aprender e, também, modificar o relacionamento com a água. Nesse sentido,convém a análise das causas,consequências e possível solução para tal situação.
Em uma primeira análise,é indubitável que a má gestão dos recursos vitais, como a água, causa transtornos sociais. A enorme crise hídrica no ano de 2012, segundo dados da Agência Nacional das Águas (ANA), não foi algo repentino, mas sim processual, uma vez que, o consumo dos recursos naturais e o desmatamento das matas ciliares em mananciais, e represas cresceram progressivamente. Assim, paralelamente à pesquisa da ANA, é notório o ineficaz gerenciamento das águas e recursos por parte dos governos que, na teoria, são os principais responsáveis por garantir a preservação .Destarte, ocorrem racionalizações e diminuição na oferta da matéria fundamental para o desenvolvimento humano, que, consoante ao filósofo Tales de Mileto, é o princípio de tudo
Outrossim, em uma segunda análise, destaca-se a falta de consciência da população em relação ao uso da água. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), revelam informações preocupantes: cerca de 25%, de todo o consumo é desperdiçado. Sob esse viés, é possível inferir que a sociedade desperdiça muito, e o principal fator disso é a não compreensão da pouca oferta disponível para consumo. Com efeito, é válido lembrar o poema de Vinicius de Moraes:’economize uma gota e ganhe uma outra de saúde’. Assim, existe a indispensabilidade da existência da promoção de campanhas que visem informatizar sobre a escassez dos recursos hídricos. É evidente, portanto, a necessidade de políticas que visem garantir a preservação sustentável da água. Logo,o Governo federal deve criar uma polícia fiscalizadora das águas, por meio de parcerias com a ANA, e incentivos financeiros. Dessa forma, os fiscais devem patrulhar as matas ciliares, replantar as que já foram retiradas e ofertar palestras em escolas, buscando amenizar a falta de informação e prevenir o desrespeito aos recursos naturais. Diante dessas medidas, será possível melhorar o relacionamento da sociedade com seu bem mais valioso, afastar a realidade pós-apocalíptica de Mad-Max e aproximar do poema de Vinicius de Moraes.