Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 28/05/2020

O filósofo grego Tales de Mileto atribuía a água o papel de percussora do universo, já que para ele, essa é necessária para a manutenção de todos os seres. Contudo, a importância desse recurso, apontada pelo pensador, é esquecida no atual século, visto às constantes negligencias ambientais e desperdícios por parte da população mundial, o que gera a problemática da crise hídrica. Logo, é necessário analisar os problemas causadores e seus impactos mundiais.

Primeiramente, é preciso ressaltar que a falta de água é uma consequência das problemáticas ambientais causadas pelo ser humano. Exemplo disso, foi a seca de 2014 do Estado de São Paulo , a qual está ligada com o intenso desmatamento da Amazônia no mesmo ano, visto que, essa floresta é responsável por umidificar parte do globo, sendo sua retira causadora de baixos índices pluviométricos. Além disso, existem outras relações entre a falta desse recurso e desgastes ambientais, como a dificuldade de armazenar água em rios, devido a retirada da mata ciliar. Dessa forma, é necessário mudar a postura predatório para garantir a manutenção desse e de outros recursos fundamentais.

Outrossim, é a questão do desperdício e a sua relação com a má distribuição aquática no mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1 em cada 3 pessoas não tem acesso a água potável, esse fato se dá por uma junção da má divisão de água, por exemplo, o Brasil possuí dois grandes aquíferos, enquanto no Oriente Médio há conflitos entre vários países por um rio; com a questão do desperdício, logo que, os locais com excesso, possuem a falsa ideia de infinidade do recurso. o que causa seu desgaste. Logo, é preciso estabelecer uma consciência popular de uso racional desse meio para garantir o acesso para o restante.

Em suma, a crise hídrica é gerada por a irresponsabilidade ambiental e pelo desperdício humano. Portanto. é imprescindível a atuação da ONU juntamente com as nações do globo na efetivação de acordos tanto ambientais quanto de ajuda entre os países que tem excesso de recursos hídricos com os que não tem, estabelecendo metas anuais de redução do desmatamento e de distribuição de água nos locais necessitados, a fim de amenizar os impactos e evitar outras secas. Ademais, é essencial que os Estados globais por meio de seus Ministérios de propagandas promovam campanhas, com foco nas consequências da falta hídrica, além de proporcionar discussões públicas com especialistas desse assunto, com o intuito de informar um maior número de pessoas sobre a importância de preservar. Assim, será possível proteger o recurso fundador de Mileto.