Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 02/06/2020
Com o advento das Revoluções Industriais, junto à mecanização do campo proporcionada pela Revolução Verde, nos anos 60, a utilização dos recursos hídricos para o setor agropecuário foi elevada em larga escala. Tal intensificação – aliada ao avanço do desmatamento na Amazônia – é o principal responsável pelo déficit do regime de chuvas no Brasil, pois interfere no ciclo natural da água, fato que gera diversos problemas à nação, como a deficiência de produção energética e do “desenvolvimento sustentável”. Assim, é imprescindível a redução desses gastos, graças ao preço monetário elevado de fontes de energia alternativas e aos seus consequentes danos ambientais.
Nessa conjuntura, há que se ressaltar os problemas existentes na utilização de matrizes energéticas alternativas, como a térmica. Ao reduzir-se a possibilidade de uso do potencial hídrico brasileiro, é medida como o “acionamento” das usinas termelétricas, que utilizam o calor liberado pela fissão do “urânio enriquecido” como geradora de eletricidade. Contudo, pelo fato de estarem concentradas em apenas um local no país – Angra dos Reis (RJ) – tal fonte apresenta maiores custos de produção e distribuição, o que converge no surgimento de tarifas no preço das contas e no aumento dos riscos ambientais, visto que usufruem de material radioativo e contaminam a água em seus processos, o que torna esse fenômeno cíclico e mais extenso.
Por conseguinte, a carência de recursos hídricos externos e a poluição dos restantes pela principal fonte alternativa apresenta outros riscos subsequentes, com destaque à extração de água dos aquíferos. “Dono” das maiores reservas subterrâneas dessa substância do mundo – os aquíferos de “Halter do Chão” e “Guarani” – a possibilidade de retirada desse composto representa o perigo iminente de esvaziamento dessas retenções. Tal processo contraria a noção de sustentabilidade da ONU, a qual busca garantir, veementemente, a prosperidade das gerações futuras. Dessa forma, evidencia-se que a redução do potencial aquático afeta os diversos setores da vida social, por reduzir as atividades econômicas e arriscar a sobrevivência posterior dos seres.
Portanto, a decadência dos recursos hídricos gerada pela extensão agropecuária representa problemas energéticos, econômicos e sociais. Nessa percepção, faz-se importante o combate ao seu uso de forma inadequada. Assim, é necessária a atuação do Governo Federal, junto as empresas do setor primário, por meio de acordos ambientais que visem a redução do uso intensivo de água em suas produções, em todo o território nacional. Isso acontecerá de forma gradativa e consensual, a partir de analises de impactos – relatórios e pesquisas acerca da disponibilidade dos recursos – de modo a garantir o progresso econômico e energético “livre” dos riscos apresentados.