Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 06/06/2020
No atual contexto brasileiro, é notória a ocorrência de crises hídricas em algumas regiões, principalmente no Sudeste e no sertão nordestino. Em paralelo a essa situação existe o fato de que o Brasil possui grande parte da água potável disponível no planeta. Tal incoerência de oferta do recurso no país mostra a negligência com esse assunto no âmbito governamental e no âmbito social e isso demonstra o descaso com a vontade de aprender a lidar com a água de forma eficaz.
Efetivamente, é necessário destacar que a água é essencial à vida e às atividades humanas e devido a isso, a má distribuição desse recurso pelo país e a falta de planejamento do abastecimento de todas as regiões é um cenário caótico e prejudicial a todos e está relacionado ao escasso investimento governamental na promoção do acesso à água potável para a população, ferindo a Lei de Política Nacional de Recursos Hídricos, a qual afirma que a água é um bem de domínio público e deve ser assegurada a todos de forma equilibrada, planejada e sustentável.
Ademais,no contexto social, a água é usada de forma displicente pela população e empresas. No que se refere à indústrias, é evidente a poluição de corpos hídricos quando são descartados os rejeitos no meio ambiente, e no que se tange à agricultura, é possível afirmar que esse setor é um dos principais responsáveis pelo desperdício de água. Essa conjuntura complexa tem relação direta com o pensamento atribuído ao filósofo Platão no qual ele afirma que aprender é mudar posturas, sendo assim, prova de que a sociedade e o governo não aprenderam com os equívocos passados é a não ocorrência de modificações nas formas de enfrentar esse problema.
Portanto, para evitar crises hídricas no Brasil, cabe ao Ministério da Infraestrutura em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente tornar a água acessível em todas regiões, por meio de planejamento e investimento em distribuição e tratamento do recurso. Além disso os setores empresariais devem tomar medidas de economia e preservação.