Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 02/07/2020

A Constituição Federal promulgada em 1988, pontua que cabe aos governos estaduais a missão de gerir e administrar a captação e distribuição de água no Brasil. No entanto, observa-se que a execução desse direito não é exercida corretamente. Tal situação ocorre seja pelo descaso governamental com as populações que vivem em áreas isoladas, seja devido ao consumo exacerbado de água nos principais polos urbanos. Logo, são necessárias medidas governamentais, visando o enfrentamento dessa situação.

É indubitável que  o Governo é um dos principais responsáveis pela escassez de água em regiões abastardas, como em áreas rurais do Brasil. Esse quadro foi constatado em 2015, quando o governo do Distrito Federal (DF) decretou estado de emergência agrícola. Na época, foi estimado um prejuízo de R$ 116 milhões com a redução de 70% na produção de milho, segundo estudo da Secretaria do Meio Ambiente do DF. Nesse contexto, os habitantes desses locais sofrem com a crise hídrica, que os impede de consumir uma água de boa qualidade, desencadeando patologias como a ascaridíase, doença causada pelo consumo de água contaminada.

Ademais,  a crise hídrica tem como causa o consumo exacerbado de água pelos indivíduos das grandes metrópoles, como São Paulo. Em 2014 essa região sofreu a diminuição drástica do Sistema Cantareira, imenso reservatório administrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e responsável pelo abastecimento de água de cerca de 8,8 milhões de pessoas. Nesse sentido, a demanda abusiva de recursos hídricos, observadas em gastos desnecessários como banhos demorados, colapsam o sistema responsável por esse bem, viabilizando possíveis crises nos próximos anos.

Portanto, é sabido que a crise hídrica brasileira é uma problemática vigente. Dessa forma, A Agência Nacional de Águas (ANA), responsável pela distribuição de recursos de água no país, deve destinar mensalmente uma quantidade de água para as áreas interioranas, através de caminhões pipas que distribuam esse recurso para a população, objetivando garantir o direito desses indivíduos, além de impedir o desencadeamento de doenças ligadas ao consumo de água contaminada. Além disso, o Governo deve investir em propagandas, como vídeos curtos, anunciadas nas redes sociais, ministradas por biólogos, que expliquem a importância da economia da água para o país. Logo, através do cumprimento das questões citadas na Constituição Federal, crises hídricas seriam evitadas.