Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 12/07/2020

Em 2015, a região Sudeste, principalmente o estado de São Paulo, enfrentou uma intensa crise hídrica, com grande parte de seus reservatórios, como o da Serra Cantareira, SP, responsáveis por abastecer as populações, funcionando abaixo de sua capacidade padrão. Esse cenário é provocado majoritariamente por problemas associados à má gestão desse recurso e ao seu desperdício.

Consoante à pesquisa feita pelo instituto TNC (The Nature Conservancy), 40% da água potável no Brasil é perdida por vazamentos, fator que evidencia a precariedade de recursos e a falta de investimentos realizados para que o “caminho” que esta água percorre, desde seu manancial até a casa das pessoas, seja seguro e livre de desperdícios.

Além disso, a escassez da água está relacionada ao seu consumo excessivo, de maneira inconsciente, ocorrendo não só por parte da população, relacionada às práticas domésticas, mas também por parte de empresas que além da utilização para fabricação do produto, acabam ultrapssando do que é realmente necessário, fator que poderia ser poupado através de políticas a favor de uma produção sustentavél.

Portanto, é necessário que o Governo, junto com os orgãos responsáveis pela gestão hídrica no país, como a SABESP, desenvolva planos de aperfeiçoamento dos canais da água, a partir de investimentos, com o intuito de conter sua perda e desta forma, evitar futuras crises hídricas. Além disso, é válido que estes, através das grandes mídias digitais, desenvolvam de campanhas de conscientização aspirando o consumo consciente por parte da população. Desta forma, a escassez deixará de fazer parte do cenário político e social do país.