Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 16/07/2020
“Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água.”, essa frase do historiador Thomas Fuller retrata muito bem a atual realidade brasileira em relação aos recursos hídricos. O uso abusivo da água por parte da população e das indústrias é um fator preocupante no atual cenário de crise desse recurso.
Em 2010, a Organizações das Nações Unidas (ONU) reconheceu o direito à água limpa e segura como um direito humano essencial para se viver e poder exercer todos os demais direitos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil devido à falta de atuação das autoridades em fornecer água potável à toda a população.
Além disso, segundo um relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada três pessoas no mundo não tem acesso à água potável. No Brasil, ainda persiste o cenário de seca retratado na obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, que narra a história de uma família de retirantes que sofre com a seca. No entanto, pouco foi feito por parte do Estado para mitigar essa situação.
Ademais, outro fator que gera a escassez desse bem natural é o desperdício por parte da população, das indústrias e da própria distribuidora, causados muitas vezes por vazamentos na rede. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil, em 2015, 36,7% da água potável produzida no país foi perdida durante a distribuição.
Diante desse cenário, é evidente, portanto, que o problema da escassez de água exige solução. Cabe ao Estado garantir que toda a população tenha acesso à água potável, por meio de incentivos fiscais direcionados a empresas que façam a distribuição desse recurso. Também, essas empresas precisam evitar o desperdício durante a distribuição, por meio de fiscalização e reparação da rede de distribuição. Só assim a crise dos recursos hídricos será superada no Brasil e no mundo.