Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 09/08/2020

De acordo com o pensador Thomas Fuller, enquanto a água não acabar, o povo não saberá valorizá-la. A partir dessa ideia, nota-se que, mesmo com a presença de uma crise hídrica, poucas atitudes têm sido implantadas para a preservação e o cuidado da água, pois condições naturais continuam a ser degradadas e os hábitos de desperdício permanecem ocorrendo. Dessa forma, demonstra-se que a população não tem aprendido com os problemas decorrentes da escassez.

Sob esse viés, pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo(USP) mostram que os casos de seca, no Brasil, têm relação direta com o desmatamento. Nesse contexto, observa-se a necessidade de preservar o meio ambiente, para evitar outra crises no setor hídrico. Entretanto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais aponta para o crescimento das áreas de desmatamento. Com isso, tal fato denuncia a continuação do problema de degradação da natureza, o que dificulta o processo para evitar a escassez dos recursos hídricos, tendo em vista que esse bem precisa dos mecanismos ambientais para se renovar. Assim, a imprudência com cuidado do meio natural contribui para não superação da questão de falta de água.

Outrossim, os hábitos de desperdício colaboram para impedir o combate a essa crise. Segundo a Agência Nacional de Águas(ANA), o consumo de água deve crescer mais de 20% até 2030. Nesse âmbito, percebe-se a grande demanda que existe desse recurso, porém esse alto consumo pode acabar superando a oferta dos reservatórios, descadeando uma sobrecarga no sistema de abastecimento. Além disso, muitas atitudes da industria e do povo seguem um pensamento pouco sustentável, o qual agrava essa problemática, por exemplo, a utilização de água em lavouras sem a abordagem de métodos de economia ou o uso de dispositivos hidralcoólicos, como chuveiros, de maneia demorada e ininterrupta. Desse modo, contribui-se para que a desvalorização da água continue a acontecer na sociedade, gerando um ciclo de consequências ruim para a natureza e o cidadão, como a redução do nível de rios e de açudes.

São necessárias, portanto, atitudes que auxiliem na melhor administração da água. Dessa maneira, o Estado deve realizar projetos para ampliar a fiscalização de áreas naturais, por meio do aumento de profissionais do Ibama, que realizem o monitoramento dos locais de mata nativa, a fim de diminuir o desmatamento e possibilitar a manutenção do ciclo da água. As mídias digitais, também, podem utilizar seus canais de comunicação,para conscientiza a população acerca de medidas de melhor aproveitamento da água, por intermédio de vídeos educativos, que deem  ideias de economia, para que, diferentemente do pensamento de Fuller, o cidadão cuide desse recurso ante que ele acabe.