Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 10/08/2020

Os historiadores relatam que Rio Nilo, situado no norte da África, foi responsável pelo desenvolvimento da agricultura e dos povos antigos que habitavam aquela região. Entretanto, conforme as informações mencionadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma diminuição na capacidade dos reservatórios hídricos nos últimos anos. Isso se evidencia não só pelos problemas administrativas, mas também pelas condições morfoclimáticas.

Em primeiro lugar, torna-se evidente os fatores emergentes responsáveis pela crise hídrica instaurada no país., tendo em vista os relatórios noticiados, por meio dos veículos de imprensa, tais como a falta de medidas mais severas de redução ao consumo e ações de preservação dos reservatórios. Conforme as informações relatadas, a ausência do poder público tem contribuído para o desnivelamento nos principais armazenamentos hídricos do país. Correlativo a esse fato, é de suma importância observar a perspectiva do social democrata Ferdinand Lassale, segundo o político, é dever do Estado garantir reformas econômicas e sociais.

De acordo com o romance intitulado ’’ Vidas Secas ’’ de Graciliano Ramos, o autor aborda a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos que foram obrigados a se deslocarem de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. De maneira análoga, é importante salientar que, tais condições sociais e morfoclimáticas implementadas na obra são agravantes que reforçam os problemas de abastecimento, isto é, comprometem as demandas residenciais e industriais, em virtude dos baixos índices pluviométricos que limitam a capacidade hídrica nos reservatórios.

Dessa forma, faz-se necessário que os governos municipais em concomitância com órgãos administrativos adotem planos estratégicos para amenizar os impactos na crise hídrica, por meio de políticas públicas e campanhas publicitárias, isto é, a contratação de agentes ambientais, adotar medidas de controle, purificação e preservação em relação a qualidade da água, além de divulgar e informar sobre a importância da redução ao consumo de água. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) poderia propor medidas para amenizar os problemas morfoclimáticos, por intermédio de pesquisas, além do financiamento de compras de máquinas dessalinizadoras, com o intuito de garantir o abastecimento hídrico para a sociedade.