Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 11/08/2020
Durante o período entre 2014 e 2016, a região sudeste do Brasil enfrentou uma das maiores crises hídricas da história brasileira. Esse cenário, leva a discussões sobre a forma de lidar com os períodos de seca. Nesse sentido, a má gestão dos recursos hidrológicos e o desmatamento são os principais fatores para o desequilíbrio no abastecimento e uso da água.
É importante, a princípio, compreender como a má administração dos recursos hídricos se relaciona com as crises de abastecimento de água. De acordo com a Agência Nacional de Água e saneamento Básico (ANA), o Brasil têm cerca de 12% dos recursos hidrológicos acessíveis do mundo. Nesse âmbito, observa-se a abundância da oferta de água no país , o que demonstra que as crises hídricas no Brasil não são resultados de questões naturais e sim da má gestão desse recurso. Nessa perspectiva, a ineficiência da captação, do armazenamento e da distribuição, podem levar a percas de grandes volumes de água nesse processo, gerando as crises de abastecimento, como ocorreu no sudeste do Brasil nos de anos de 2014 a 2016, em que durante o período de estiagem as reservas não mantiveram seus volumes em níveis satisfatórios, levando ao racionamento da água. Desse modo, o aprimoramento da gestão dos recursos hídricos, é essencial para evitar crises hídricas.
Em segundo plano, cabe retratar o efeito do desmatamento no ciclo hidrológico. Sob essa óptica, verifica-se a importância da vegetação para o regime de chuvas, pois, as plantas sofrem evapotranspiração , que lança vapor de água na atmosfera e é essencial para o equilíbrio do ciclo da água. Entretanto, o avanço do arco do desmatamento no Brasil, que ocorre devido a expansão do agronegócio, tem aumentado a quantidade de árvores derrubadas, afetando, assim, o regime de chuvas, o que colabora com a insuficiência do reabastecimento dos reservatórios, intensificando as crises hídricas no Brasil. Portanto, o combate ao desmatamento é de grande importância para minimizar o desequilíbrio hidrológico.
Em virtude dos fatos mencionados, é notória a necessidade de implementar medidas que minimizem a crise hídrica. À vista disso, o Governo deve aprimorar a gestão dos recursos hídricos, por meio de melhoras no sistema de armazenamento e distribuição, com o fito de reduzir o desperdício nesse processo. Além disso, o Governo, deve conter o avanço do desmatamento, por intermédio de projetos que restringem as áreas desmatadas pelo agronegócio como a fiscalização mais efetiva das região que estão sendo usadas pela agricultura e pecuária, para que se preserve a mata nativa e manter o equilíbrio do ciclo hidrológico, amenizando, então, as crises hídricas.