Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 02/09/2020
Tales de Mileto, filósofo pré-socrático, acreditava que a água era a origem de todas as coisas, famosa arché. Entretanto, esse recurso tem se tornado escasso, como é retratado no livro “O Quinze” de Rachel de Queiroz, em que Chico Bento e sua família se tornam retirantes, por causa da seca que assolou o Nordeste em 1915. Isso se deve, não somente por motivos climáticos, mas também pela degradação e uso abusivo dos mananciais, fragilizando esse pecúlio.
Primeiramente, é sabido que o El niño é um fenômeno cuja gênese desconhecida, mas pode-se perceber as consequências. Esse, que tem sua passagem a cada quatro anos, é responsável por agredir a agricultura, favorecendo secas e enchentes. Além disso, em entrevista ao jornal BBC, o chefe do Departamento de Metereologistas da Universidade do Havaí afirmou que esse fato colabora para o aumento demasiado das temperaturas globais, influenciando diretamente na destruição de corais e propiciando o aparecimento de furacões e tufões.
Ademais, o desperdício e a degradação são periclitantes. E, levando isso em consideração, é importante ressaltar que o desmatamento, mesmo não sendo cofator, intensifica a crise, como ocorreu em São Paulo no sistema Cantareira, pela desarborização da Mata Atlântica. Outrossim, é relevante notar os altos índices de desperdício de água, de acordo com a Agência Nacional da Água (ANA), a agricultura é pioneira no consumo, utilizando mais de 70 porcento desse manancial. Por conseguinte, vale lembrar que com o agravamento desse óbice, setores econômicos, alimentícios e principalmente o transporte de energia serão afetados.
Portanto, urge que o Ministério do Meio Ambiente em confluência com os agricultores, por meio de um Projeto de Lei entregue à Câmara dos Deputados, formentando a conscientização e o melhoramento nas técnicas agropastoris de incineração, reutilizando águas e não contaminando as demais. Além de abrir cobranças de multas voltadas à cidadania que desperdiça. Assim, espera-se frear a crise e a fragilidade desse manancial.