Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 04/11/2020

Tudo é Água

O filósofo pré-socrático Tales de Mileto, apontava a água como a sua “Arkhé” — princípio presente em tudo. De fato, a sua afirmativa estava correta, o líquido é essencial para a vida e o desenvolvimento das atividades humanas. Porém, o Brasil vem sofrendo com a falta desse recurso. Nesse contexto, é pertinente a análise do descaso da população e a desenfreada alteração do meio natural.

Em primeiro plano, ocorre uma grande falta de preocupação dos cidadãos em relação ao recurso. Atividades corriqueiras como cozinhar, tomar banho, lavar roupa e louça, escovar os dentes, regar as plantas, fazer a limpeza doméstica e dar descarga demandam do uso desse solvente universal e milhares litros por dia são usados desnecessariamente neste processo . Dez por cento do mal-uso do fluido tem como o cidadão como agente. Dessarte, o descuido em relação aos recursos hídricos é um fator responsável por sua escassez.

Outrossim, a degradação ambiental contribui para a problemática. Acerca disso, antes da chegada dos portugueses, a Mata Atlântica se estendia por grande parte do território nacional, como o desenvolvimento da agricultura, foi reduzida a apenas sete por cento de extensão original. O resultado dessa ação é preocupante na sociedade contemporânea pela crise no abastecimento em áreas antes cobertas pelo bioma, por exemplo, o território de São Paulo. Ademais, o desmatamento é intermediário das mudanças climáticas: efeito estufa e estiagem das chuvas. Por conseguinte,  não há regularização do nível de água em mananciais e reservatórios para operar corretamente.

Diante da situação exposta, práticas que atenuem a problemática devem, imediatamente, ser tomadas. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) a criação de campanhas de reflorestamento em áreas devastadas, uma vez que o desmatamento é precedente do dilema, a fim de solucioná-lo a médio ou longo prazo. Em segundo lugar, cabe ao legislativo a elaboração de políticas públicas conscientização de massa sobre o uso racional do fluido, com o objetivo de romper com a cultura de desperdício. Por fim, cabe ao Governo Federal por meio de contratos com empresas privadas a construção de sistemas de abastecimento, para uma distribuição igualitária de água potável. Assim, com o consumo consciente e preservação da natureza desfrutaremos por tempo indeterminado do princípio originário de Tales.