Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 18/11/2020

Em meados da década de 2010, uma crise hídrica paralisou o Brasil, que possui os maiores reservatórios de água doce no mundo. Nessa perspectiva, questiona-se: os brasileiros aprenderam com essa tragédia? Para responder essa pergunta, é substancial analisar não só o expoente econômico do país, mas também a irresponsabilidade social.

A princípio, tem-se a irrigação como o maior consumo de água no mundo, porque aumenta a produção e segurança alimentar e estimula a economia. A título de ilustração, basta lembrar que essa técnica é protagonista no agronegócio brasileiro, que alimenta um quinto da população mundial e traz bilhões de reais para o país. No entanto, seu desperdício de água ainda é, mesmo após a crise hídrica nacional, um absurdo. Isso posto, evidencia-se a inércia do setor privado e Estado, que melhoram sua operação apenas nas situações emergenciais.

Outrossim, a irresponsabilidade social perpetua o problema. Por exemplo, toneladas de lixo e esgoto foram retiradas do rio Tietê em 2019, segundo o portal de notícias G1. Apesar de os órgãos estaduais e municipais limparem alguns trechos periodicamente, os habitantes locais não param de poluí-lo. Por conseguinte, a biodiversidade é reduzida, e as doenças de veiculação hídrica são mais disseminadas. No mais, é tácito a hipocrisia de pessoas que reclamam das políticas governamentais, enquanto não cumprem seus deveres de cidadania.

Portanto, o Ministério da Economia, em parceria com as iniciativas privadas, deve investir na irrigação inteligente, cuja produtividade se equivale à tradicional, porém utiliza menos água e energia na produção. Mediante o fornecimento de linhas de crédito, os ruralistas adotariam essa tecnologia sem se afundar em dívidas exorbitantes. Ademais, as prefeituras precisam punir os indivíduos que poluem os mananciais com multas, para que não comprometam os ecossistemas nem o sistema de saúde. Por fim, os erros passados serão evitados, e os recursos hídricos, salvaguardados.

Recursos Hídricos através de novas legislações, que divida melhor as fontes de energias - sendo o maior gasto de água atual - entre solar, eólica e biomassa, para que a população não fique tão dependente de um recurso esgotável e, novamente, em situações análogas, tenham uma segunda chance. No mais, é dever do povo se conscientizar de seus atos e preservar os mananciais, para que não percamos mais água pela poluição.

Desse modo, de certo se evitará impactos semelhantes ao da crise hídrica recente.